Este terreno é um desses lugares singulares onde a cidade se revela como cenário. O olhar abre-se para o movimento urbano, observam-se os carros a atravessar as avenidas, o comboio a surgir e a desaparecer ao longe, como uma linha que costura os dias.
E no entanto, aqui, há silêncio. Não um silêncio absoluto, mas a pausa que permite observar, imaginar e, acima de tudo, pensar. É um lugar com tempo, tempo para construir com calma, para desenhar uma casa que se exprime sob a luz, a cidade, a paisagem, que respire o lugar.
A visão alcança o horizonte. A audição ouve o acordar citadino, num sussurro distante. A beleza deste lugar não está no que se vê, mas no que se sente.
Neste terreno, a vida urbana é um plano de fundo. Há distância suficiente para que a vida se aproxime, mas também liberdade para criar um refúgio onde o tempo estagna.